O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu, no começo de fevereiro, elevar o imposto de importação de aproximadamente mil produtos por meio da Resolução 852/2026. A medida atinge itens como smartphones, máquinas industriais (bens de capital) e equipamentos de informática e telecomunicações. As novas alíquotas podem chegar a 25%, sendo que parte do aumento já está em vigor e o restante passa a valer a partir de março.
De acordo com o Ministério da Fazenda, a iniciativa busca frear o crescimento das importações e fortalecer a indústria nacional. Em nota técnica, a pasta destacou que as compras externas de bens de capital e de produtos de informática avançaram 33,4% desde 2022. Em dezembro do último ano, esses itens importados já representavam mais de 45% do consumo interno.
Para a equipe econômica, esse volume elevado de produtos estrangeiros no mercado brasileiro pode comprometer etapas importantes da cadeia produtiva, gerando retrocessos industriais e tecnológicos. O ministério descreveu a medida como “moderada e direcionada”, defendendo que ela é necessária para ajustar preços, enfrentar o que considera uma concorrência desigual e diminuir a dependência externa.
Em 2024, os principais países de origem dessas importações foram Estados Unidos (34,7% do total), China (21,1%), Singapura (8,8%) e França (8,6%).