2026-03-30
Janela partidária provoca reconfiguração política no Rio Grande do Sul
A reta final da chamada janela partidária — período que permite a deputados estaduais e federais mudarem de partido sem risco de perda de mandato — está movimentando o cenário político no Rio Grande do Sul. Ao longo das últimas semanas, foram registradas 15 mudanças de sigla, impactando diretamente a composição das bancadas tanto na Assembleia Legislativa quanto no Congresso Nacional.
No parlamento estadual, 12 deputados em exercício aproveitaram a oportunidade para migrar de partido. O principal destaque é o crescimento do PSD, legenda ligada ao governador Eduardo Leite, que ampliou sua representação de um para nove parlamentares, tornando-se a segunda maior força da Casa, atrás apenas da federação formada por PT, PCdoB e PV.
Entre os novos integrantes do PSD estão nomes vindos de diferentes partidos, como Delegada Nadine, Pedro Pereira e Neri, O Carteiro, oriundos do PSDB, além de Frederico Antunes e Ernani Polo, que deixaram o PP. Também ingressaram na sigla Elton Weber, ex-PSB, e Aloísio Classmann, que estava no União Brasil. Eles se somam a Dimas Costa e Professor Bonatto, que já haviam aderido anteriormente.
Outras legendas também registraram mudanças. O PL passou a contar com Professor Cláudio Branchieri, enquanto Kaká D’Ávila fez o caminho inverso, indo para o Podemos. O Republicanos ganhou reforço com a chegada de Elizandro Sabino. Já Bruna Rodrigues deixou o PCdoB para integrar o PSB, e Dr. Thiago Duarte retornou ao PDT.
No âmbito federal, três deputados gaúchos aproveitaram a janela para trocar de partido. Lucas Redecker e Heitor Schuch migraram para o PSD, que já contava com Danrlei de Deus em sua bancada. O PP, por sua vez, passou a contar com Any Ortiz, que deixou o Cidadania.
Além dessas mudanças, outros parlamentares já haviam trocado de partido anteriormente, mas acordos políticos garantiram a manutenção de seus mandatos. É o caso de Luciano Zucco, Maurício Marcon e Osmar Terra, atualmente no PL.
Com as movimentações, a configuração das bancadas também foi alterada. Na Assembleia Legislativa, o PT lidera com 10 deputados, seguido pelo PSD com 9. Já na Câmara Federal, PL e a federação PT/PCdoB dividem a liderança entre os representantes gaúchos, com sete parlamentares cada.
A expectativa agora é de que o novo desenho político influencie diretamente as articulações e alianças visando as eleições de 2026, além de impactar o andamento de pautas importantes tanto no cenário estadual quanto nacional.