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EXPOAGRO AFUBRA

Um solo de qualidade é fundamental para a produtividade e rentabilidade das culturas. E, desde o ano passado, esse tema ganhou um reforço, a Operação Terra Forte (Programa de Recuperação Socioprodutiva, Ambiental e de Resiliência Climática da Agricultura Familiar Gaúcha), do Governo do Estado. Esses foram os focos do 6° Seminário de Conservação do Solo e Preservação das Águas, realizado na tarde desta terça-feira (24/03), no auditório central da Expoagro Afubra, em Rio Pardo. O presidente da Emater/RS, Claudinei Baldissera, participou da abertura do evento, juntamente com o secretário de Desenvolvimento Rural (SDR), Gustavo Paim, e representantes de entidades parceiras.

 

“Nunca, ou poucas vezes, no Rio Grande do Sul, se falou com um coro e voz tão alta sobre manejo e conservação do solo e da água. Nós precisamos trabalhar da superfície do solo para baixo. E o programa Operação Terra Forte tem alcance para levar para o número de famílias que estão projetadas uma mensagem técnica, que é o efeito didático que serve para as propriedades que têm problemas físicos, químicos e biológicos do solo”, ressaltou Baldissera.

 

Os indicadores do programa no Estado foram apresentados pelo engenheiro agrônomo da SDR, Eduardo Ubel Oslaj. De acordo com ele, até o momento a Emater/RS-Ascar já realizou aproximadamente 2.300 diagnósticos técnicos das propriedades, que revelam o baixo nível de matéria orgânica nos solos e a necessidade de correções. Esses diagnósticos prosseguem, assim como a elaboração dos planos pelos extensionistas e a preparação das ações para implementação nas propriedades.

 

Relação solo, água e planta.

 

Na sequência, o engenheiro agrônomo Luiz Fernando Marion, extensionista rural da Emater/RS-Ascar, falou sobre a melhoria da relação solo, água e planta, fatores que são indissociáveis na agricultura, apresentando técnicas tradicionais preconizadas pela Emater/RS-Ascar há bastante tempo, e que também podem ser conferidas na parcela de Solos, na Casa da Emater, para que possam ser adotadas por mais produtores. “Então, é basicamente fazer um diagnóstico da situação, para ver quais são os principais problemas que tem na área, para propiciar um bom desenvolvimento radicular das plantas, para que ela possa explorar mais volume de solo e mais água. E a descompactação não deixa o solo compactado, para que, quando chover, ele consiga reter a maior quantia de água dentro da lavoura. Com isso, a gente aumenta essa relação, a gente consegue trabalhar para que a planta tenha mais acesso à água por mais dias. Quando tem temperaturas altas, isso acaba em poucos dias. Se o solo não estiver bem estruturado, com baixa infiltração, logo a planta já entra em estresse.  Já nas áreas que estão melhores, que são bem conduzidas, a resiliência é maior e a perda é minimizada”, frisou Marion.

 

Casos de sucesso

 

O relato de estratégias usadas no manejo sustentável do solo na pequena propriedade e os resultados obtidos, especialmente na produtividade, foram feitos pelos jovens agricultores Bernardo Zanus e Carine Nascimento, de Sinimbu, que estão fazendo a sucessão rural, e Rosmar Kretzmann, de Vale do Sol.

 

Carine relatou que a família cultiva tabaco e milho em sistema de rotação de culturas e que utiliza práticas como plantas de cobertura de solo, adubação, uso de calcário e cama de aviário e curvas de nível. Segundo ela, essas técnicas deram muito resultado, como a proteção do solo, tanto da falta como do excesso de chuvas, a redução da erosão, o aumento na produtividade e na qualidade do fumo e do milho, além de melhoria da matéria orgânica no solo.

 

Também de Sinimbu, a família Zanus relatou que tem uma propriedade bem diversificada, com cultivo de fumo, milho, eucalipto e criação de cabritos e peixes. Bernardo destacou que, no ano passado, a família obteve recorde de produtividade no tabaco, devido à recuperação do solo, com correções e adubação de base, e ao clima favorável para a cultura, com chuvas no momento certo. “Então tudo isso foi agregando para que a gente tivesse esse resultado. Esse recorde de produção vem por meio do trabalho da Emater, com quem nós temos uma parceria e um vínculo muito grande”, enfatizou.

 

 

Assessoria de Imprensa Emater/RS-Ascar na Expoagro Afubra

Jornalista Rejane Paludo