2026-10-04
Flávio Bolsonaro e Lula vão ao segundo turno da eleição presidencial de 2026
A disputa pela Presidência da República em 2026 será decidida no segundo turno entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou na noite deste domingo, 4 de outubro, que nenhum candidato poderia mais alcançar a maioria absoluta dos votos válidos necessária para encerrar a eleição no primeiro turno. Flávio e Lula, os dois candidatos mais votados, voltam a se enfrentar nas urnas no próximo dia 25 de outubro.
Flávio Bolsonaro se consolida com mais de 55 milhões de votos, ou 47% dos votos válidos. Lula soma mais de 53 milhões de votos, equivalentes a 45%. A diferença é de 2 pontos percentuais.
Atrás dos dois candidatos que avançaram estavam Augusto Cury (Avante), com cerca de 2,90%; Renan Santos (Missão), com 2,25%; e Ronaldo Caiado (PSD), com aproximadamente 2,20%. Romeu Zema (Novo) aparecia com 0,28%. Samara Martins (UP), Hertz Dias (PSTU), Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), Wilson Grassi (Democrata) e Rui Costa Pimenta (PCO) completavam a relação de candidatos que receberam votos válidos.
Flávio chegou a superar os 50% durante a apuração
A contagem teve mudanças importantes ao longo da noite. Nos primeiros momentos da totalização, Flávio Bolsonaro abriu vantagem e chegou a ultrapassar a marca de 50% dos votos válidos. Quando 12,54% das urnas haviam sido contabilizadas, por exemplo, o candidato do PL registrava 51,09%. Com a entrada de novas seções, especialmente de regiões onde Lula teve desempenho superior, esse percentual foi diminuindo.
Por volta das 20h13, com 84,96% das seções apuradas, Flávio tinha 48,47%, enquanto Lula registrava 43,49%. Poucos minutos depois, com 90,14%, os números já eram de 48,05% para Flávio e 43,96% para Lula, segundo dados do TSE divulgados pela Reuters.
Com o avanço da apuração, a diferença entre os dois diminuiu, mas permaneceu suficiente para colocar Flávio Bolsonaro na primeira posição e Lula na segunda.
Por que haverá segundo turno?
Pelas regras eleitorais brasileiras, para ser eleito presidente no primeiro turno não basta terminar na primeira colocação. O candidato precisa conquistar mais da metade dos votos válidos, ou seja, mais de 50%. Votos brancos e nulos não são considerados nesse cálculo.
Como nenhum dos concorrentes atingiu essa maioria absoluta, os dois mais votados avançam para uma nova eleição. O resultado do primeiro turno não é somado ao segundo: no dia 25 de outubro, a votação começa novamente, exclusivamente entre Flávio Bolsonaro e Lula.
Brasil teve 158,7 milhões de eleitores aptos
As Eleições Gerais de 2026 tiveram aproximadamente 158,7 milhões de brasileiros aptos a votar. Além de presidente da República, os eleitores escolheram governadores, dois senadores por estado, deputados federais e deputados estaduais ou distritais. O TSE iniciou a divulgação dos resultados presidenciais às 17h, no horário de Brasília, à medida que os Boletins de Urna foram recebidos e processados pela Justiça Eleitoral.
A totalização ocorre a partir dos resultados produzidos individualmente em cada seção eleitoral. Ao fim da votação, cada urna gera um Boletim de Urna com os votos registrados, e esses dados são posteriormente transmitidos e reunidos pelos sistemas da Justiça Eleitoral.
Disputa será decidida em 25 de outubro
Com o resultado do primeiro turno definido, Flávio Bolsonaro e Lula terão três semanas de campanha até a votação decisiva. O segundo turno será realizado em 25 de outubro de 2026, quando os eleitores escolherão diretamente entre os dois candidatos.
Flávio chega à segunda etapa depois de obter a maior votação no primeiro turno, enquanto Lula, candidato à reeleição, avança na segunda colocação. Os dois passam agora a disputar principalmente os eleitores que neste domingo escolheram outros candidatos, além daqueles que votaram em branco, anularam ou não compareceram.
O vencedor do segundo turno assumirá a Presidência da República em 1º de janeiro de 2027, para um mandato de quatro anos.